Loading. . . (x)




FONTE: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/corpo-humano-sistema-sensorial/audicao-11.php


EFEITOS FISIOLÓGICOS E FÍSICOS

Entre 90 e 120 dBA, além dos efeitos psicológicos podem ocorrer efeitos Fisiológicos, alterando temporária ou definitivamente a fisiologia normal do organismo, podendo vir causar uma série de moléstias. Nessa faixa de níveis de som os ambientes são considerados insalubres.

Acima de 120 dBA o som já pode começar a causar algum efeito físico sobre as pessoas.

Podem ocorrer numerosas sensações orgânicas desagradáveis: vibrações dentro da cabeça, dor aguda no ouvido médio, perda de equilíbrio, náuseas. A própria visão pode ser afetada pelo som muito intenso, devido à vibração, por ressonância, do globo ocular.


PERDA DA AUDIÇÃO

Apesar dos inúmeros efeitos que o som pode causar a uma pessoa - e a cada dia novos efeitos são constatados pelos pesquisadores - dois são os efeitos que mais problemas trazem à nossa sociedade: a fadiga mental e física e a perda de audição.

A perda de audição é ocasionada principalmente por dois fatores: o envelhecimento natural do ouvido com a idade, denominada de presbicusia e a exposição prolongada em níveis superiores a 90 dBA.


EXPOSIÇÃO AO RUÍDO

A exposição prolongada a ruídos acima de 90 dBA é um fator inerente de nosso progresso tecnológico e muitas pessoas se vêem praticamente obrigadas a exercer suas atividades profissionais em condições acústicas insalubres.

Pode-se estimar numericamente quantos decibéis uma pessoa perderá em sua audição em função do ruído a que fica exposta.

Das diversas pesquisas realizadas hoje podem ser feitas as seguintes afirmações:

Quanto maior o nível do ruído, maior será o grau de perda de audição.

Quanto maior o tempo de exposição do ruído, também maior será o grau perda de audição.

Geralmente o som em uma determinada freqüência ocasiona perda de audição em uma freqüência superior. Ruídos em 500 Hz ocasionam perdas 1.000 e 2.000 Hz. Ruídos em 2.000 Hz ocasionam perdas em 4.000 Hz.

A estimativa da perda em decibéis pode ser feita através de curvas determinadas através de experiências com um grande número de pessoas.

Tomemos como exemplo um ruído de 500 Hz e 85 dBA. A pessoa ficando exposta a ele durante as 8 horas diárias (40 horas semanais) terá, após 10 anos nessas condições, perdido 10 decibéis na sua audição. Isso significa que ela sentirá os sons faixa de 2.000 Hz atenuados de 10 dB em relação às pessoas com audição normal.

Se o ruído tiver 92 dBA ela perderá 15 dB. Ruídos de 77 dBA praticamente ocasionam perda, mesmo após 30 ou 40 anos de exposição a eles.

Assim, para estimarmos a perda total que uma pessoa terá, deveremos adicionar também a perda devido à idade. Por exemplo, se a pessoa que ficou exposta a ruídos de 92 dBA durante 10 anos tiver uma idade de 50 anos e for homem terá uma perda total de 15 + 11 = 26 dB (na freqüência de 2.000 Hz), sendo 15 dB devido ao ruído e 11 dB devido à sua idade.

A ISO (International Organization for Standardization) em sua recomendação 1999-1975(E) indica como limites normais de níveis de ruído em regime de 40 horas semanais e 50 semanas por ano como sendo de 85 a 90 dBA.

Acima desses limites corre-se o risco de perda de audição para conversação face a face e recomenda a 150 a implantação de um programa de conservação auditiva.
A referida norma possibilita calcular a percentagem de pessoas que terão problemas de audição em um grupo exposto ao ruído. Permite também o cálculo do “nível de ruído contínuo equivalente” quando a exposição ao ruído é variável durante o dia ou a semana.



Junta-te à APDJS no apdjs